Contos do Asfalto

carroBom, vou mudar um pouco o assunto da vez. Não levem o título ao pé da letra: vou tentar falar aqui sobre histórias que aconteceram na rua, seja ao volante de um carro, no banco de um ônibus ou com um guidom de moto nas mãos.

Mas antes, é melhor apresentar a minha “habilitação” para o assunto (quem me conhece pode confirmar… hehehe). Tenho carteira de motorista AB, com grande intenção de promover para a AC ou AD. Dirijo um bonito fusquinha desde os 18 anos (praticamente é onde você aprende a dirijir de fato) e uma bonita Suzuki Intruder há 1 ano e meio. Mesmo sabendo correr, me considero prudente por nunca ultrapassar o limite de velocidade.

A primeira coisa que o meu pai me ensinou no carro foi a freiar. Mas não é qualquer freiadinha não, é aquela bonita travada que já fez a gente rodar em um de nossos treinos (o legal foi o comentário “bom, não deixou o carro morrer”). Como na minha família o meu avô, tio-avô, pai, tio, tem o automobilismo não como “correr”, mas como “ter controle pelo veículo”, a nossa visão sobre dirigir difere da maioria. (Ok, em outros momentos eu conto mais sobre isso).

Bom, eu coloquei esse assunto porque quando se fala em direção eu sou muito crítico. Muitos já ouviram os meus comentários. No entanto, existe algo que me deixa furioso: achar que é piloto. O problema não é o convencimento, mas como as pessoas não enxergam a realidade.

Por exemplo, as pessoas ainda teimam em andar acima da velocidade permitida como se ao chegar no destino fosse ganhar um troféu. Pela minha formação em engenharia (ainda em andamento), comecei a adotar a seguinte porstura: alguém (provavelmente um companheiro de profissão) estudou para dizer o limite apropriado baseado em regras de segurança e dados de reflexos. Pra quê, em sã consciencia vou ficar achando que a rua é um autódromo? Ainda mais no Rio de Janeiro que de cada 10 metros 9 são buracos…

Um exemplo recente de meu desgosto foi escutar que “se os pneus não tivessem furado eu tinha controlado o carro”. Pra ilustrar a situação, esse ser humano estava dirigindo numa via pequena quando no cruzamento um cabeça furada resolve avançar o sinal e parar no meio da pista. Ele que tava vindo tentou desviar, furou o pneu, acertou um carro parado e deu PT no próprio,

A minha primeira pergunta: “A que velocidade você estava?” A resposta: “Tava esticando, acho que a 60”. Comecei a pensar e por que numa rua com limite de 40, ele a 60 não conseguiria travar o carro? Por que a reação foi desviar? Ai começa o meu desgosto pela história. A 60, mesmo que não possa provar, ele não estava. Conhecendo a rua ele estava a 80 ou mais. Ele que estava errado em andar acima do limite se ferrou quando outro errou.

O pior é aturar a marra de piloto: “fiquei feliz que eu consegui desviar e se o pneu não tivesse furado eu teria retomado o controle do carro”. Só brasileiro mesmo…

Garçom, traz uma coca porque eu sou o motorista da vez…

Beijos&Abraços, Nando.

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5 Respostas para “Contos do Asfalto

  1. É rapaz, apesar de ser o pais do futebol, todos acham que são pilotos de F1.

    E olha que o Senna ja se foi a mais de 15 anos, e mesmo assim so o pessoal mais antigo acompanhou ele, então de onde vem o exemplo??? Rubinho ??? Massa ???

    Brincadeiras a parte, realmente acho incrivel o pessoal desrrespeitar as regraas de transito, so por que acham que não foram feitas para ele mas sim para os outros que não são tão bons no vo lante, é lamentavel.

    O pior é que esses infelizes (pra não dizer outros nomes) raramente matam a si mesmos ou se arrebentam nesses acidente, na maioria quem se da mal é quem não tinha nada a ver!

    Mas a grande pergunta é se não existe lugar nesse pais onde se possa andar acima dos 120 km/h por que raios os carros (até misero 1.0) chegam a quase 200 km/h ?????

    É tem algo muito errado nisso ai, bom como o cara ai em cima é o motorista da vez traz um chop ai!

  2. Oie!

    Pode pedir um suco de abacaxi para mim?

    Bom, nem entro na questão colocada sobre direção, porque sendo mulher, seria até motivo de chacota … hahahahaha

    Vim mesmo mandar um link de uma música do Chico que já queria passar para vocês aqui há um certo tempo:

    Beijos enormes!!!

  3. Adorei seu post! É o primeiro que leio, ms já vi que me tornarei frequentadora assídua desse Botequim!
    Confesso que ainda ando acima da velocidade, mas é um dos meus objetivos diminuir a pressão do pé sob o pedal…

    Mas uma coisa é certa: se você vier à Brasília, não me peça carona 😉

  4. Mas não tenha dúvida de que vou pedir carona… Afinal, Brasilia quase não tem calçada… hehehe

    Brincadeiras a parte, só acho que o grande problema dessa história, além de poder causar um acidente é ver aquela pose de piloto… Transformar as ruas em autodromos não é certo…

    Por sinal, é muito bacana aquela propaganda do DENATRAN sobre educação no transito… Devemos respeitar as preferenciais no transito também…

    Garçom, agora desce uma rodada de chopp que eu já chamei o táxi…

  5. brunonadkarni

    Afinal, todo mundo tem o direito de preferir Antartica, Skol, Itaipava, Brahma ou até mesmo Cintra… Certo?

    Há-há-há! Mas que senso de humor refinado, hein?

    Beijo.

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