Hábitos

O hábito faz o monge?

Amigos, preparem-se: Hoje vai chover muito! Por quê? Porque hoje eu fui à praia… Pelo menos foi o que 99,9% das pessoas falaram quando eu convidei elas pra irem até lá…

Quem me conhece sabe: não gosto de praia! Isso é uma verdade. Mas hoje me pareceu a opção mais correta (quem leu o último post sabe que eu estou apenas sentindo o ambiente!). Não foi a melhor coisa do meu dia, mas também não foi a pior. Apenas foi, sabe? Tudo bem, nem eu entendi essa direito. Mas o espanto pra mim foi a reação das pessoas. Elas devem me julgar pelo hábito.

E isso me fez pensar: realmente é o hábito que dita as nossas vidas? O hábito realmente faz o monge? Será que podemos ser algo diferente daquilo do que fazemos? Não digo mudar, mas ser ao mesmo tempo duas coisas antagonicas?

Parando para pensar, já ouvi falarem que “não devemos duvidar das pessoas com base nas suas ações”. Então, com base no quê duvidamos das pessoas? Como alguém consegue ser moralmente reto se vive enganado os que estão a sua volta? Não consigo pensar em algo melhor do que um fumante que se considere saudável. Como fumar é considerado um hábito não-saudável, como um fumante será saudável? Há algumas décadas, quando fumar era considerado um hábito saudável, até fazia sentido. Mas agora não!

Se expandirmos esta compreensão para outras áreas de nossas vidas: como um policial que aceita propina pode ser honesto? Como quem oferece a propina pode ser honesto ou de confiança? Pra mim fica claro: não consigo entender a “clareza” que alguns apresentam quando defendem casos assim. Ao que me parece, essa clareza está mais relacionada com a hipocrisia do que com a busca pelo certo. Desta forma, só podemos julgar alguém pelas suas ações, não pelo seu pensamento.

Afinal, as crenças e valores de cada um não podem ser comprovadas! Em minha visão, valores e crenças são muito bonitos em discursos, entrevistas de empregos ou até conversas de boteco. Mas a sua comprovação só acontece através de ações. De que outra forma consegue-se achar valor em uma pessoa sem olhar para as suas ações. Por mais que se tente conhecer alguém no seu íntimo mais escondido, a única forma de se comprovar é através das escolhas que a pessoa fez na vida. Senão, como poderíamos simplesmente medir o quanto cada um realmente é?

Para isso, tem uma frase do filme “A Viagem sem destino”, que traduz exatamente o que devemos fazer para não passarmos por incoerentes: “say what you mean and mean what you say”. Mal traduzindo é diga o que pensa e aja de acordo.

Agora, Adamastor: traz uma gelada porque a praia tava pegando fogo. Você não confia em mim?

Beijos&Abraços, Nando.

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3 Respostas para “Hábitos

  1. Sou plenamente a favor deste lema “diga o que pensa e aja de acordo”.

  2. Bom, aproveita e traz uma Coca zero geladíssima!!!

    E quando vc questiona as ações de alguém, com base no que a pessoa prega, que não estão de acordo? Aí, meu brother, saí de baixo…

    A máscara cai, acompanhada de um “disse-me-disse”, “peraí, que vc não tá entendendo”, e a tentativa de virar o jogo: vc é que tá perseguindo, vc é que tá se metendo onde não é chamado…

    É… o ideal é que sejamos fiéis ao que pensamos, fiéis ao que acreditamos, e que nossos atos reflitam nossos princípios. E lembrar sempre que toda ação tem consequências, boas ou ruins.

  3. Bem, mudar sempre faz parte.

    Não tenho duvida que esta nova mudança será para melhor.

    Apenas tome cuidado com as falsas amizades. A palavra amizade é muito forte e de via dupla, não única.

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