Vida particular

Existem algumas coisas nesta vida que eu não entendo. E uma delas é esse negócio de vida particular, vida profissional, vida escoteira, vida disso e vida daquilo. Muitas pessoas usam deste artifício para justificar comportamentos e atitudes diferentes. Se alguém usa uma roupa brega ou descuidada em sua casa ou com seus amigos, dizem para os amigos de trabalho “isto é a minha vida pessoal”, como se fosse um eu totalmente diferente. Sei, sei, estou divagando sobre um tema que já abordei de um jeito ou de outro. (Quem sou eu?)

No entanto, fico pensando porque criamos este perfil secundário. Quer dizer, não somos nós mesmos em todos os lugares? Temos uma vida pública e uma vida particular? E será que está vida é tão particular assim?

Não sei se é bem assim. Afinal, estas vidas estão interligadas e fazem parte de uma única vida. Nunca vi ninguém que conseguisse de fato se desligar a ponto de que as pessoas em sua “vida” de trabalho não soubessem de nada em sua “vida” pessoal.  As pessoas que geralmente tem este comportamento são isolados socialmente. Evitam que as pessoas adentrem suas “vidas” e saibam de seus detalhes. Não que eu conte todos os detalhes de minha vida para todos. Afinal, todos temos os nossos segredos.

Mas o que me parece na realidade é que temos uma única vida que, segundo eu mesmo, devemos vive-la e aproveitá-la ao máximo. O que nós realmente temos em nossas vidas, são momentos. Temos momentos para tudo, para estudar, aprender, ensinar, amar, resolver problemas, trabalhar, etc.

Pois para mim fica claro que se saio do meu trabalho, posso ter encontros amorosos. E se alguém do trabalho me encontra, não é motivo de vergonha. Mostra apenas que sou humano, que sei dosar meus comportamentos e que sei agir de acordo com os momentos, como eles se apresentam. E os meus segredos? Só conto para quem eu quiser compartilhar.

Adamastor, traz uma rodada. Se eu ficar bebado, não tenho outra vida para estar sóbrio.

Beijos&Abraços, Nando.

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Uma resposta para “Vida particular

  1. Felipe Augusto

    Pra mim não existem grandes coisas por trás disso. O último paragrafo explica o que são as diferentes “vidas”. Saber “dosar meus comportamentos e que sei agir de acordo com os momentos, como eles se apresentam” é ter várias “vidas”. O grande desafio é perceber, sabendo dosar, o quanto você quer que cada pessoa participe e/ou deva participar de cada momento.

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