O que mata é a espera…

O que mata é a espera...

Adamastor? Você ainda tá por aqui? Ufa! Ainda bem. Sobrou alguém por aqui em que eu possa contar. Parece que foi mesmo promessa de ano novo. Mas realmente, neste momento em que tem tanta coisa acontecendo, fica realmente difícil conseguir parar para escrever algo de bom. Mas o feriado contribuiu um pouco.

Então vamos lá, desenferrujar estes dedos. Existe momento mais irritante e deseperador que a espera? Justamente, aquele momento em que, entre a causa e o efeito, nada pode ser feito? A espera, por mais paradoxal que seja, é desesperante. É uma agonia esperar por qualquer coisa que seja, da resposta do amor da sua vida ao resultado do teste de gravidez (ou exame de paternidade, dependendo do caso).

Uma coisa que eu disse no meu primeiro dia de faculdade, que é válido até hoje, foi “o que mata é a espera”. E não digo aquela espera do tipo, esperando a filha sair do colégio ou o almoço chegar na mesa, mas sim daquelas que serão pontos de mudança da sua e de outras vidas. Essas sim são aquelas que podem te levar da euforia à depressão, e vice-versa. E elas só possuem esse feito por um simples fator: o desconhecimento.

Não digo isso como uma desculpa para qualquer situação, mas sim para as situações em que a nossa parcela de contribuição na causa é mínima. Isso sim, faz com que haja desconhecimento do efeito. Até porque, quando sabemos exatamente a nossa participação na causa, podemos prever qual o efeito. Agora, quando não participamos, conhecemos ou sabemos a causa, isso gera um enorme desconforto no âmago, a ponto de querer evitar o tempo para saber logo o resultado, ou se ela vai me ligar.

E o pior é que às vezes, a espera chega a massacrar tanto que fica mais fácil se alegrar com a chegada do resultado do que com o resultado em si. Chega a ser hipocrisia, mas o importante mesmo é sair da agonia, pois é neste momento que existe um problema para ser resolvido. Até então só existia a dúvida, a incerteza.

Claro que não espero que ninguém tome uma decisão do dia para a noite, simplesmente para evitar que os outros esperem. Muito pelo contrário. Quando chega um momento em que precisamos pensar, fazer os outros esperarem, devemos agir com muita cautela. Primeiro, devemos ser claros em que estamos pensando. Agir de um jeito não condizente ao que somos, ou pensamos, leva a situações conturbadas. Em segundo, sempre devemos estar abertos quando questionados sobre a decisão. Será que estamos mais pra lá ou pra cá? Sem essas sinalizações, talvez nem tudo dê certo.

Mas Adamastor, vamos acabar com a dúvida. Me traz um choppinho que hoje parece um dia de verão em meu inverno cinzento.

Beijos&Abraços, Nando.

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3 Respostas para “O que mata é a espera…

  1. Parabéns ao querido Fernando pelo ótimo texto. Creio que você tocou em um ponto crucial da questão: o desconhecimento. Esperar pelo desconhecido em “(…)situações em que a nossa parcela de contribuição na causa é mínima. Isso sim, faz com que haja desconhecimento do efeito”

    Quando sabemos o que nós temos que fazer podemos calcular os resultados, pois os mesmos estão ligados as nossas ações. Porém, quando esperamos por conjecturas em que nossa participação é reduzida ou até mesmo nula, não saberemos, ao certo, quais resultados podemos esperar e aí temos a angústia.

  2. quero saber oq vc ta esperando???

  3. Naná,

    Hoje, nada. Em Junho/2011, uma resposta!

    Beijos&Abraços!

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