As fronteiras do infinito…

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O universo está em expansão e você, aqui, reclamando do dia. Cada vez mais as estrelas e constelações se afastam umas das outras e você, agora ali, amaldiçoando o dia do próximo. Os físicos e matemático comprovando (ou tentando) que se algo está em expansão podia muito bem parar de se expandir e começar a se contrair. E onde está você? Está saindo pela porta dizendo que pode, que sabe e que faz.

Mas mesmo assim, o universo continua em expansão.
Ok, eu sei que talvez, entender essas coisas da vida, do universo e tudo mais não seja coisa para qualquer um. Não é fácil encontrar serenidade em um mundo caótico, com a vida correndo como um ônibus da viaçâo Cometa no trajeto Rio-São Paulo. Não dá pra pedir pro motorista pra parar e descer só pra apreciar o caos (e quando digo caos, me refiro à ausência de ordem e não à desgraça alheia). 3/4 do ano já se foram e as promessas e planos do ano novo foram embora pra voltar dia 31 de dezembro (como promessas e planos de ano novo).

E mesmo assim, novas descobertas sobre a quantidade de dimensões possui o universo (e possivelmente o número de dimensões que terá o próximo lançamento de TV da LG) e você tentando fazer tudo de novo, de novo. Ok, a vida está corrida e o motorista não quer parar. É difícil e, incrivelmente, até o verde da grama do vizinho é mais maquiagem que adubo. Nunca as coisas são como sabemos. Melhor: as coisas nunca são como nós pensamos saber.

Há 2 mil anos tinhamos certeza de que a Bíblia era a palavra de Deus. Há 500 anos tinhamos certeza de que a Terra era chata. Há 400 anos tinhamos certeza de que a Terra era o centro do universo. Há 60 anos tinhamos certeza de que poderiamos morrer de ataque nuclear. E há 20 anos tinhamos certeza de que o universo era conhecido. E hoje, achamos que somos os donos de nossos próprios narizes e que conhecemos tudo que há pra conhecer. E isso antes dos 15 anos de idade.

Se há alguma coisa que todos podem aprender  com a Teoria da Relatividade, é que tudo depende de onde você está, se você está no banco ou se você é o assaltante. Parece simples e fácil de entender, mas se colocar no lugar de uma pessoa pobre antes de dizer que está sem dinheiro pode ser um exercício interessante. Afinal, o fato de alguém não ter dinheiro pode ser devido a assalto, muitas contas ou má administração pessoal. E tudo vai depender de quem você é de onde você assiste a esta Torre de Babel.

Assim, vai seguindo o universo nesse processo, se expandindo e surpreendendo aqueles que conseguem apreciar. E as suas fronteiras são como encher um copo com conta gotas e uma venda nos olhos: ainda não enxergamos qual gota vai transbordar o copo e se estamos acertando o copo afinal de contas.

Adamastor, traz uma rodada de drinks pra todos!

Beijso&Abraços,

Nando.

Postado do meu Motorola Xoom.

PS: “Nuca se esqueça que existem quatro coisas na vida que não se recuperam: a pedra, depois de atirada; a palavra, depois de proferida; a oportunidade, depois de perdida; o tempo, depois de passado.” -Provérbio tibetano.

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Uma resposta para “As fronteiras do infinito…

  1. Parabéns Fernando. Ocorre que a expansão do universo está se dando na proporção contrária da abertura das mentes. Creio que o aparato tecnológico que está a nossa volta está nos vendando ao invés de nos dar a Luz.

    Abraços,

    Gege

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