Sweet home, New York…

SAM_0307Fala Adamastor! Vamos agora voltar ao ritmo de produção. Vou colocar um textinho que escrevi enquanto esperava o voo de volta para o Brasil no JFK. Se não postasse hoje, ia postar junto com o de Buenos Aires (próximo destino). Mas essa fica pra próxima.

Então, aproveitando a proximidade do Moot Canadá com a cidade de Frank Sinatra, resolvi dar uma esticadinha e ficar hospedado em Manhattan. 8ª avenida, próximo da Times Square e da bagunça. Fiquei 5 dias em Nova Iorque e me sentia tranquilo, não muito diferente de como me sinto em casa. Minha mãe diz que Nova Iorque faz qualquer um se sentir em casa. Pelo que vivi, eu acho que não.

Diferente de outras cidades, Nova Iorque consegue ser uma cidade de muitos povos. Falar das diversas nacionalidades seria repetir o que já sabemos da história, dos diversos imigrantes que vieram buscar uma vida melhor. Dessa forma, é possível que você escute várias línguas durante a sua estadia. Até os atendentes tem um sotaque que definem claramente a sua origem. É capaz que o seu inglês seja melhor que o deles, então não precisa ter vergonha de falar.

Entretanto, este sentimento de bem estar não quer dizer que a cidade queira te fazer sentir em casa. Pelo contrário, Nova Iorque descobriu que o turismo deve ser explorado de toda e qualquer forma. Tudo é para e pelo turista, ou melhor, o seu dinheiro. Cada vendedor sabe que está lidando com um turista e que precisa que ele compre cada coisa para a sua sobrevivência. Tudo precisa ser um show para que a plateia se encantem com os pombos enquanto estão tirando a loira do palco.

Comprovei isto quando estava na rua e vi um show de dança de rua e os dançarinos falavam claramente “nos dê dinheiro”. Em seguida, entrei em uma loja de brinquedos que tem uma roda gigante para crianças na loja (altura de 3 andares). Nesta mesma loja, um vendedor fazia um show ao demonstrar o uso de um bumerangue e o fazia passar atrás da cabeça de pessoas na loja sem lhes acertar. Saindo dali, mais 3 homens-aranhas, Wolverines e Batmans enfeitavam o show.

Parece até uma farsa, mas pelo contrário. Os americanos apenas se deram conta de que quanto maior e melhor o show, mais dinheiro será gasto. É aquele ímpeto americano de que quando se faz algo, deve-se ser o maior e o melhor de todos.

Diferentemente do Brasil que é sempre alegre, boas pessoas (normalmente), mesmo sem ganhar nada por isso. O brasileiro neste ponto é ingênuo, tanto que as lojas que lidam com turistas aqui no Rio de Janeiro não possuem em seu staff pessoas com fluências em inglês (pelo menos) ou a mesma boa vontade de atender aos clientes. Na realidade, acho que um brasileiro se esforça mais para fazer algo quando não recebe nada por isso do que quando recebe mensalmente para fazer aquele serviço. Acho que ainda reside um pouco da nossa ignorância como nação: achar que a corrupção dos políticos é um problema grave, mas ainda acha que pode parar o carro em local proibido.

Enfim, acho que todos devam conhecer Nova Iorque. Vale a pena! Mas aqueles que estiverem habituados com cidades grandes, não irão encontrar nada de novo.

Adamastor, serve uma rodada de big apple!

Beijos&Abraços, Nando.

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Uma resposta para “Sweet home, New York…

  1. Gerivaldo Oliveira

    Valeu Nando!

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