Eu quero me casar mas não acho com quem…

desenho casamentoCasar com a Joana não me convém. Não me convém, a Joana não convém. Eu não quero aturar a esquisitice de ninguém. Hahahaha (Joana é apenas um nome fictício aleatório. Juro que evitei colocar nomes de pessoas que eu conheço para evitar atritos).

Brincadeiras a parte, esta é uma das músicas de movimento escoteiro e bandeirante que foram criadas para perturbar o coleguinha, envolver as seções e dar muitas risadas. No entanto, essa parte do “Quero me casar mas não acho com quem” sempre foi meio mítica e duvidosa para mim. Vejo tantas possibilidades e tanta coisa pra pensar que fica um monte de ponto de interrogação em minha cabeça.

Quem sempre soube que queria casar? Quem tinha certeza, desde sempre, que queria se casar? Nunca entendi essas pessoas cujo o sonho da vida era se casar, mas nunca tiveram a menor ideia do perfil do parceiro que deveriam buscar para realizar esse sonho. Parece-me meio ilógico que a pessoa inverta os papéis e a ordem do jogo. Afinal, ninguém começa casando e depois conhecendo o seu noivo/noiva.

Até onde eu me envolvi com interações sociais de cunho afetivo, em geral, as pessoas primeiro se conhecem, se gostam e depois conversam sobre o que vão ser ou deixar de ser. Nunca pedi, nem fui pedido, em casamento no primeiro segundo. Além do mais, pessoas que tem o puro interesse em casar dentro de alguns anos, parecem ignorar muitos defeitos de seus parceiros apenas para completar esse “planejamento” de se casar. Depois que começam a realmente conviver, pois o “sonho” já está completo, começam a conhecer o real parceiro. Raras vezes as pessoas se surpreendem positivamente, fazendo com que o número de sonhos de criança terminados no divórcio aumente.

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Da mesma forma, pouco consigo entender as pessoas que tem uma clara e firme convicção em não se casar. Essa convicção, apesar de genuína, me parece viver a margem da sociedade a qual se está inserido. Afinal, desde o início das relações humanas, o ser humano busca encontrar um parceiro para acompanhar nesta caminhada. Devido a uma série de convicções religiosas, ficou instituído o casamento como o meio, agora também cível e não somente religioso, para que duas pessoas acertem o seu mutuo interesse em ficar juntos. Óbvio que não vai ser um papel e uma aliança que vai manter duas pessoas juntas ou impedir que elas traiam (até porque se alguém precisar disso, do mármore do inferno ou qualquer outra coisa para impedir de trair, acho que ela não deveria nem se casar em primeiro lugar). Estes instrumentos, simbólicos (a aliança) e legais (papéis), são apenas meios formais para se dizer sem sombra de dúvida que perante a sociedade você está casado.

Entretanto, o casamento, em minha humilde visão, nada mais é do que uma afirmação do próprio casal. Estar casado é muito mais do que ter papéis que te obrigam a dar metade do que tem em caso de divórcio. Estar casado é compartilhar sentimentos, sonhos, trabalhos, alegrias e tristezas. É quando o egoísmo inato realmente deixa de existir e é substituído por um sentimento de preocupação com o outro. E para isso, não preciso de papéis.

Por isso, Adamastor, traz uma coca-cola e vamos torcer para que a minha schrubble não me mate. Hahahahaha 😉

Beijos&Abraços, Nando.

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