Doença do Mundo Moderno

A vida moderna exige cada vez mais do ser humano. Preocupações constantes, problemas diversos, saber lidar com diferentes egos e personalidades. Tudo isso, junto a decepções pessoais, problemas financeiros, problemas de saúde promovem a doença no mundo moderno: o stress. Mas o que é o stress?

O stress parece ser a tempestade que aflige a mente das pessoas. Parece que ela ataca quando menos se espera e lidar com ela não é a coisa mais simples do mundo. Pessoas perdem o controle quando estão sob sua influência e não conseguem manter o foco. A concentração se perde e o equilíbrio que havia é uma queda livre só dentro do caos. Parece que todo o fôlego é gasto na solução de pequenos problemas. No entanto, por que apenas algumas pessoas sofrem de stress?

Nem todas as pessoas podem falar com clareza o que é o stress. Apesar de muitas se declarem estressadas, poucas são aquelas que de fato o são. Mesmo sendo a doença moderna, o stress ataca tipos específicos de pessoas: as pessoas responsáveis, ou que pelo menos se importam com alguma coisa, mesmo que essa coisa seja o próprio umbigo. Parece um tanto quanto estranho, mas note as pessoas ao redor. Aquelas que fazem as mesmas coisas todos os dias, que vivem uma vida sem muitas responsabilidades são pessoas livres de stress. Não existe razão para que elas se preocupem e saiam do sério. Da mesma forma, pessoas com muitas responsabilidades e afazeres são tendenciosas a terem stress. Não que elas sejam obrigadas a ter stress, pois até mesmo algumas coisas influenciam para a existência do stress, como por exemplo, a tomada de decisão.

Entende-se por tomada de decisão a capacidade de fazer escolhas. Se dentro de um determinado ambiente uma pessoa faz as escolhas, ela é a pessoa com poder de decisão. A forma como existe este poder é um fator crucial para a existência do stress. Se a pessoa responsável por um trabalho é a pessoa com poder de decisão, basta que ela saiba lidar bem com esse poder para não ter stress nos ombros. Todavia, imaginemos o ambiente onde tem um chefe e um secretariado. Se o chefe for a pessoa responsável e tiver o poder de decisão, pouco stress ele terá. Basta que saiba ser um líder. Agora, quando a responsabilidade recai sobre o secretariado, ele será o elo estressado. Tudo, pelo simples fato dele não ter o poder de decisão e precisar correr atrás do chefe para garantir que cada decisão será tomada. Isto é, se ele for um secretariado responsável.

Então fica mais que claro que o stress existe quando a responsabilidade e o poder de decisão não ficam no mesmo lugar. E percorrer essa distância causa uma fadiga moral que revela que algo não está correto. E essa fadiga vem na forma de stress.

Fernando Araujo Hofmeister
Rio de Janeiro, 27 de setembro de 2007

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